Notícias  |   Como Comprar   |  Sobre as Editoras   Quem Somos  |  Atendimento  |   Dúdivas?
Buscar
Busque por editora, título, autor ou palavra chave
  Editoras
  Agir
  Alfaguara
  Ao Livro Técnico
  Campus
  Casa Lygia Bojunga
  Cia das Letras
  Coquetel
  Desiderata
  Ediouro
  Fontanar
  Forense Universitária
  Gente
  Jorge Zahar
  José Olympio
  Landscape
  Letra Capital
  Língua Geral
  Manole
  Martins Fontes
  Nova Fronteira
  NovaMente
  Objetiva
  Pallas
  Record
  Relume Dumara
  Revan
  Rocco
  Roma Victor
  Sextante
  Suma de Letras
  Temas & Idéias
  Thomas Nelson
  Vieira & Lent
   


Veja nosso filme
concorrendo ao Lia Awards

Assista agora,
clique aqu
i

 

A defesa da liberdade de expressão marcou o nascimento da AGIR, ainda nos últimos meses do Estado Novo. Literatura brasileira e alguns dos principais nomes do pensamento católico, de acentuada preocupação humanista, foram as pedras fundamentais de um catálogo que é parte importante da história da edição no Brasil.

A editora foi criada oficialmente em 16 de junho de 1944. Na ata de fundação da Artes Gráficas Indústrias Reunidas, assinaturas do engenheiro Rubens Porto, do banqueiro Guilherme Guinle e daquele que, na época, já era um dos mais importantes críticos literários e escritores am atividade, Alceu Amoroso Lima.

Entre seus fundadores estavam ainda o irmão mais velho e o sobrinho de Guilherme, respectivamente: o engenheiro agrônomo Francisco de Paula Machado e o médico Cândido Guinle de Paula Machado, além de José Carlos de Macedo Soares, diplomata, e do médico Affonso Duarte Faveret.

Estas primeiras páginas do catálogo traduziam com perfeição a orientação da nova casa. A descoberta do outro nascia clássico no acerto de contas de Gustavo Corção com o catolicismo, preparando a consagração que viria em 1950 com Lições de Abismo. Já reconhecido, Murilo Mendes escolheu a Agir para lançar seu nono livro, O discípulo de Emaús. Além de escolher novos títulos, Alceu também publicava seu Voz de Minas, coletânea de ensaios de sociologia. Pouco tempo depois, em 1946, a editora abriria suas portas para uma iniciante que, com seu romance de estréia, impressionara críticos como Antonio Candido e Sergio Milliet. Seu nome, Clarice Lispector, que depois de Perto do coração selvagem publicava, pela AGIR, O lustre.

Em 1954, a AGIR apresentou ao público a primeira edição de um livro que marcaria diferentes gerações em todo o mundo. Desde seu lançamento, em tradução de Dom Marcos Barbosa, O pequeno príncipe, de Antoine Saint-Exupéry, já vendeu quase 4 milhões de exemplares no Brasil.

O ano de 57 foi marcado ainda pela publicação de O Auto da Compadecida, texto que firmou-se como um dos momentos decisivos da obra de Ariano Suassuna A peça integrava a coleção Teatro Moderno, que trouxe ao público brasileiro grande traduções de textos fundamentais da dramaturgia contemporânea, como O rinoceronte, de Eugène Ionesco, e Bodas de sangue e Dona Rosita solteira, de Federico Garcia Lorca, além do clássico brasileiro A moratória, de Jorge de Andrade. A coleção Nossos Clássicos, lançada em 1957, inaugurou uma nova forma de difundir a literatura em língua portuguesa. As pequenas antologias, que reuniam as obras mais importantes de cada autor e textos de contextualização, logo tornaram-se obrigatórias nos currículos de colégios e universidades, ampliando significativamente o público tradicional de livrarias.

Na literatura infanto-juvenil a AGIR teve entre seus autores grandes nomes como Maria Clara Machado, que publicou na editora alguns de seus principais textos, e Lygia Bojunga Nunes, autora de clássicos do gênero como A bolsa amarela e Os colegas. Premiada este ano pelo conjunto de sua obra com o Astrid Lindgren Memorial Award, o mais importante prêmio dedicado à literatura infanto-juvenil, a escritora publica hoje por sua própria editora, a Casa Lygia Bojunga.

Todos estes caminhos estão, de alguma forma, resumidos nas páginas que se seguem e, muito além delas, nos próximos lançamentos da Agir.

“Creio que não é muito comum uma escritora manter uma relação tão longa e amigável com a editora que a publica como a que eu mantive por 30 anos com a Editora AGIR. Considero essa ocorrencia um verdadeiro privilégio, que atesta ser possível, sim, escritores e editores se tornarem bons e fiéis companheiros em projetos que tentam priorizar livros de qualidade.” Lygia Bojunga Nunes.

 

VOLTAR


 
Formas de Pagamento
 Banco do Brasil  Banco Itaú
EditorasOnline.com.br - 2004 / 2009 - todos os direitos reservados